CONFORTO
Inspira, respira, o cansaço bateu. O primeiro desejo: cama. A tristeza fez morada, cama. A saúde fraquejou, cama. A serenidade habita, cama. A tranquilidade de um domingo de sol, sereno, no ritmo do descanso… Largado na cama. Que conforto poder contar com o porto seguro de nossa cama. Um templo sagrado, onde corpo, mente e espírito se reconectam, ou se desconectam. Alívio para os que tem, gratidão! Desespero para quem não tem, miséria! É tão básico que às vezes a gente se esquece daquele “huuum” de prazer que nos remete lembrar do travesseiro do seu jeitinho, que se encaixa no seu rosto, absorve o seu cheiro, recolhe os seus sonhos à noite e os devolve toda vez que você deita nele. Tem gente que dorme abraçado com o travesseiro, preenche o vazio e faz companhia. E quando a presença é de outro alguém, como cama e travesseiro viram cenário permanente de uma história de dois! “Huuuum”… Na moleza de quem está escrevendo recostado no conforto da própria cama, vou ficando por aqui. Bateu um soninho, aquela vontade de aproveitar o meu melhor cantinho.
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