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Mostrando postagens de setembro, 2021

LIVRO

Palavra classificada como substantivo no mundo da gramática. Substantivo indispensável na vida do ser humano pensante. Pensamento esse substancial ao ser, ao viver, ao ver. Ver entre palavras, letras e sensações, não palpáveis, mas sentidas vivamente de tão imaginadas. Basta abrir os olhos para as palavras e fechar para o redor, entrar nas páginas e viajar para onde o autor te levar. Viajar sem se quer sair do lugar, mudar, transformar, aprender, renascer. Que experiência mágica um único livro pode te trazer!

FORÇAS

 Às vezes, elas parecem se esvair. E a gente se sente cansado, sem forças para remar contra uma maré nitidamente suja, errônea, prejudicial. Quando a gente olha sem filtros, vê um tsunami vindo na direção, mas com os olhos da verdade, ainda que seja letal, o tsunami não te mata. Ele te machuca, tenta te derrubar. Você se sente exausto e parece que é o único que se deixa abalar por ele. Porque a verdade, de que ali é um tsunami e não mais uma onda, dói. E as pessoas preferem achar no jeitinho a melhor maneira de surfar nele. Ainda que surfar nele implique em mentir, ser sínico, hipócrita, em prejudicar e em passar por cima de pessoas que simplesmente aceitam a verdade: de que ali é um tsunami e que deve ser tratado, prevenido e, posteriormente, cuidado como tal. Surfar na onda e perder a dignidade, ou ser esmagado por um tsunami, mas sobreviver, se refazer e cheio de cicatrizes ficar mais forte? Encarar a verdade não é para os fracos.

SOLIDÃO

Sozinha em meio à multidão Percorri cada caminho Por onde milhares passaram E hoje ali permanecem Como sombras Vagando pela imensidão Onde só restou a solidão Que os abateu Desde quando ali chegaram E permaneceu Solidão invadiu  E nunca saiu  Nem de quem dali já partiu Corpos inanimados Desalmados sem querer Numa guerra Que a desumanidade Fez acontecer

Aniversariar

A cada ano a sensação é de renascimento. Só que a cada renascer, um pouquinho de bagagem vem junto. Tem bagagem que pesa, mas mesmo no fardo mais pesado há a pontinha de expectativa, de que o fim do ciclo traga outro, rico de tudo que de fato Importa: a felicidade. E independente da idade, cada novo ano parece um restart, é o novo, do zero… Nem parece que é o fim de mais um, ou seja, menos um ano na conta do futuro. E é aí que mora a beleza do aniversário: a possibilidade de resgatar em nós o sentimento mais importante para nos manter de pé: a esperança.