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Mostrando postagens de outubro, 2020

FAMÍLIA

É tão forte que é a pauta da nossa vida. Baliza a nossa normalidade, a nossa loucura, a nossa felicidade, a nossa tristeza, os nossos problemas, as nossas soluções. É o que realmente importa. É quem realmente se importa. Tudo gira em torno disso, até quando não se tem. E por ser tão sagrado que é instituição. Perante Deus, para o homem e em todas as situações. Talvez a mais inviolável de todas e a única indispensável também.

SENTIDO

Direção. Passado de sentir. Funções corporais. Cinco? Seis. O sexto sentido. Ahhhh o sexto sentido. Ele é mudo. Fala baixo porque quer atenção. Mas, por vezes grita. O sexto sentido tem muita coisa pra falar. Aliás, ele está aqui falando intensamente comigo. Ele não cansa de chamar minha atenção. Silenciosamente ele grita que eu acredite no que ele me diz porque na proporção de acertos e erros, até o tempo presente ele nunca erra. 

SOPRO

Tão natural o processo que o envelhecer passa despercebido aos olhos de quem apenas vê. Fardo, bênção, milagre, dificuldade, um misto de contradições que mais dependem dos olhos de quem enxerga. A presença constante, cheia de representatividade. De repente, ausência. Num sopro não há, não está, não é mais. O vazio da ausência, o preenchimento da lembrança. A saudade no coração. O sopro do ciclo da vida. 

VOLTA AQUI

Volta aquiiiiii! Me lembra tudo de bom que vivi, faz chorar de alegria, saudade daqueles dias. Volta aqui passado e me lembra como você ajudou a construir o hoje. Como é bom olhar pra trás e sentir felicidade. Mas, pode ir passado! Ficou para trás.Te chamei pra voltar aqui só para você me lembrar como fui e como posso ser feliz. Que o presente é um presente e o futuro… AH, o futuro! Ele é todo meu!

CRIANXA

Tudo pode ser, só basta acreditar! Sonho sempre vem pra se sonhar. E que a criança sonhadora dentro de nós jamais morra. Ela é o que há de mais puro, bonito, humano. Ela nos mostra que é de chocolate! De chocolate o amor é feito. E que precioso é manter a associação de sensações a sabores, algo tão comum na infância! Que a criança G de gente, H humano, I de igualdade, J juventude, L liberdade, M molecagem dentro da gente nunca vá embora! 31 anos e dentro de mim ainda mora uma menina que senta-se ao chão, brinca, dança e sonha. Que olha pra o céu e sabe que a Lua de Cristal, que me faz sonhar continua lá. Ela vai me fazer estrela. Graças a toda essa magia, Eu já sei brilhar!

VIVER

E o que seria a vida se todos os dias as páginas estivessem preenchidas e a gente apenas acompanhasse, como em uma leitura? O mais perturbador e o mais reconfortante é saber que não adianta, você jamais saberá o que exatamente vai acontecer. Muito menos se terá chance de realizar depois o que deixou de fazer, de viver. Arrependimentos só devem existir do que não foi feito ou do feito que feriu alguém. Deixar de viver somente aquilo que não lhe pertence. A bem da verdade, no fundo no fundo, eu acho que Maktub, já estava escrito. Mas, as linhas não estão marcadas. Elas são opções a serem preenchidas ao longo do caminho até a escritura.

PALAVRAS ESCONDIDAS

Saiba que por trás de cada palavra verdadeira  há ainda mais verdade que precisa ser lida nas entrelinhas. Muitas palavras verdadeiras são reflexo do exercício diário de repetir em voz alta aquilo que é o melhor. Nas entrelinhas delas está o coração, aquilo que ele grita, mesmo quando não condiz com a palavra dita em voz alta. Ler os encontros vocálicos, as frestas entre uma letra, uma palavra, e outra é a chave do mistério da pirâmide. Já não é mais para ser devorado e sim para decifrar. E quando o curso do rio é turbulento, só o silêncio para ouvir o caminho e saber ir nele, sem se afogar, responde o enigma. 

Formiguinha

Todos os dias milhares delas me acordam passeando pelo estômago. Brincalhonas, elas correm dentro de mim e ativam meu cérebro. Cada passinho, um pensamento, cada passinho um plano para o dia. E de passinho em passinho elas fazem cócegas e meu coração acelera. O corpo treme, a mente dispara. Há quem diga que são formigas de ansiedade. Há quem, como eu, acredite que são formigas de sede. De vida, de experimentar, de realizar, de sentir. São formigas que juntas trabalham, como operárias, na construção do que um dia será nossa história.