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Mostrando postagens de novembro, 2020

TBT

Throw Back, volte! Para os bons sentimentos e a maravilhosa sensação de momentos simples de conversas e risadas com quem amamos, na liberdade de fazer isso onde a gente quisesse. Reconforte-se nas lembranças. Está quase chegando o momento de fazermos tudo isso de novo. A pandemia ainda não acabou. Não estamos isolados totalmente como antes, quem aguentaria, né verdade?! Mas, isso não significa tirar as máscaras, esquecer os cuidados mais importantes, como lavar as mãos, usar o álcool, limpar as superfícies onde tocamos. Não ficar perto das pessoas em locais públicos. É tão duro. Mas, é ainda mais duro ver vulneráveis sucumbirem ao Corona. E vulneráveis são todos aqueles que, sem nem saber, sem nem esperar e achando que não vão ter nada, podem agravar e ter maus momentos, sequelas ou até ir embora. Por isso, segura a onda. Use a máscara, limpe as mãos. Não aglomere, a vida normal só vai voltar quando já não houver risco para tantos. E esse dia está cada vez mais perto.

Movimente-se

Ainda que não dependa de você a mudança, ainda que pareça nada poder fazer. Existe uma sinergia no universo e tudo o que fazemos -  ou não - é parte de um processo que resulta em algo. Então, se você permanece parado  é levado pela vida e às vezes o destino é lugar algum. O movimento nem sempre significa mudança brusca. Às vezes o movimento mais importante é a decisão de colocar em prática o planejamento, a organização de ideias, a separação da consciência do que depende ou não de você. Do que está ao seu alcance fazer. Uma vez que você sabe, faça, ainda que pareça que não tem a ver com o seu objetivo inicial, que não vai levar a nada. Somente faça. Mexa-se, use os remos do barco e o resto a mudança da rota da onda se encarrega de fazer. 

VESTIR

Vista-se daquilo que te enche de alegria. Escolha a roupa que vai cobrir o teu corpo depois que a alma já não estiver mais despida, mas sim acolhida em camadas e mais camadas do mais belo e confortável que podes vesti-la. Depois que a alma relaxe, reconfortada em todos os afagos que proporcionastes a ela, é hora de escolher o tecido que vai enaltecer o corpo. E ele vai refletir todo o sentimento que tem ali, guardado em ti. Porque beleza vem mesmo de dentro e para que apareça do lado de fora, para que te caias bem a roupa, primeiro precisas transbordar beleza interior.

Consciência negra

Não é o meu lugar de fala. Mas, é minha obrigação a fala. Faço parte da estrutura e da sociedade que naturalmente vivem, convivem e praticam o racismo. Seja ele intencional ou inconsciente. Então, a obrigação de prestar atenção, corrigir, se corrigir, mudar é de todos. Há quem não queira. Racistas natos. Aqueles que de tão baixos e pequenos se sentem maiores... Jamais serão! E há os que não sabem como. Não seja, se corrija, não permita! Reprima quem é, troque as palavras, leia sobre. Levante-se contra. Ainda que em um post, um discurso, como este. E não só no dia. Todos os dias.

Estupro

O caso de uma menina de 13 anos estuprada me chamou atenção. A lei diz que até os 14 anos de idade o sexo com menores, consentido ou não, é considerado estupro de vulnerável. Para além do que diz a lei, com certeza muita gente vai culpar essa menina. Porque nessa idade “já tem corpinho”. O Brasil tem a cultura do estupro entranhada em sua história. Somos fruto em grande escala do estupro de índias e negras! Crescemos numa sociedade que prepara a mulher para o casamento. Antigamente era normal o casamento ser prometido/acontecer junto com a menstruação. Aqui a sexualidade feminina ainda é tratada de acordo com a visão da cultura machista e do estupro. Lembro com asco de entre os 11 e os 12 anos de idade diariamente ser assediada por um vizinho pedófilo, pai de um coleguinha. Lembro que uma babá percebeu a situação - que eu não via - e relatou a meus pais. Então, pare e pense qual colaboração você dá para que muitas meninas sejam roubadas de sua infância e se calem por medo do seu julgam...

PLENA

Olhei para aquela amiga, que conheci ainda menina, entendi o sinônimo de plenitude. Como é verdadeiro o clichê. Nasce um criança, nasce uma mãe, renasce uma mulher. Minha amiga desabrochou na mais plena flor. Espalha amor, cuidado, carinho, aconchego em cada canto por onde sua voz passa. Que presença intensa e sutil, forte e macia, como o abraço da mãe que não deixa de educar seu filho, corrigi-lo, mas sempre com amor, para que ele saiba sempre que está em um porto seguro, onde o amor é incondicional. Sorte de quem tem Laura na sua vida. 

Democracia

A democracia está longe de ser perfeita. Mas, ainda não inventaram nada melhor do que ela. Assim disse Winston Churchill. Claro que como “bons seres humanos” inventaram meios de burlar o processo democrático e até o momento de ir às urnas existem 4 anos de campanha, hoje reforçada pelos adventos internet e a pisco-comunicação, o marketing especializado. Toda comunicação que chega até você é pensada por um sistema que entendeu como funcionamos, independente de querermos. Nessa batalha vence quem tem maior ramificação, ou seja, via de regra, quem tem mais investimento ou mais influência. Porém, apesar dessa imperfeição, o ato do voto na urna é nossa maior oportunidade democrática. Aqueles segundos são sagrados e não foram, ainda, violados. Use com responsabilidade. 

Não seja

Não seja a pessoa que Não pensa nas outras Só pensa nas outras  Passa por cima de outros  Não luta por seus objetivos Só visa o bem estar próprio Não se coloca em primeiro lugar Não abre mão de nada pelo outro Abre mão sempre dos próprios desejos Não pensa no amanhã Só pensa no futuro Na gangorra busque sempre o equilíbrio 

CONF(i)US(s)ÃO

Vou confessar como é difícil entender a confusão que gira em torno de você. Aliás, vou confessar que ando confusa e tenho andando por trilhos sinuosos, cheios de saídas. Todas confusas. Confesso que não sei por onde seguir na confusão que está este ano, que a vida, o mundo, as pessoas se tornaram. Confesso que é preciso muita fé e confiança para achar clareza em meio a tanta neblina 

AM(D)OR

Amor e dor. Sentimentos professores. Nos ensinam, aprendemos... Ainda que não sejamos bons alunos. Por excelência a dor é mestra. Porém, quanto amor pode surgir em meio a dor! E ele vem como o remédio para a ferida. A energia quando as forças lhe faltam e parece que tudo vai desmoronar. Quantas formas de amar, de se demonstrar. Tem aquele que persiste mesmo quando quem recebe resiste. Amor de conexão, desses que simplesmente acontecem, sem precisar explicação. Não precisa nem se materializar pra existir, transcende e acende o que de mais bonito pode ter: o respeito ao ser.

CO(n)VI(te)D

A vida/saúde/Deus/circunstância te convida a parar e refletir. O COVID te obriga. E nesse looping de sentimentos pela saúde, os problemas ao redor não param. Eles viram segundo plano. Na verdade, alguns brigam com o COVID para ver quem estará em primeiro. E há quem colabore para que nessa luta a saúde não seja prioridade. Mas, como todo bom ditado que se cumpre, quem tem com o que me pague nada me deve. E nessa reflexão você entende que tem muita gente boa! Disposta a fazer um afago, a se fazer presente, a te dar carinho, ainda que não fisicamente. Muita gente que só quer te emanar luz, sem precisar receber nada de volta em troca. Um convite a sermos nós também melhores. Afinal, o que importa? Ser luz ou treva? Sakey que tem muita treva usando lâmpada. Mas, a vida me convidou a ser luz e eu aceitei!