Mulher
Pensei mil formas de começar este texto e não achei nenhuma que representasse o que eu quero falar. Parece estranho, mas isso aconteceu porque muita gente já escreveu e definiu o que é ser mulher, o que nós sentimos, o que representamos, a nossa importância e por aí vai. Mas, depois de tantas palavras bonitas, profundas e representativas, o que delas realmente foi feito? Apesar dos textos verdadeiros e emocionantes, não seria, além de uma homenagem, uma forma de enquadrar novamente em padrões? Não os mesmos de antes, mas novos padrões que são criados de tempos em tempos, seguindo a nossa necessidade humana de sempre definir conceitos, comportamentos, padrões e, consequentemente, criar julgamentos. Bom mesmo seria se a gente pudesse ser só a gente: ser e fazer o que dá na telha, desde que isso não invadisse o direito e não desrespeitasse o outro. Amo ser mulher, de fato há um botão de um feeling ligado na gente que faz toda diferença. Mas, o mais legal mesmo é conseguir ser livre de todas as amarras que nos reduzem, desnivelam e, pior, sem nem a gente perceber existem em nosso subconscientes porque são heranças ancestrais.
Pauliane Araujo
Pauliane Araujo

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