PREGUIÇA E INÉRCIA
Você olha e pensa, “porquê?” “Por que eu tenho que fazer isso?” Ou seria tenho de? Se for o de, não há espaço aos devaneios justificativos para não sair do conforto da preguiça. Ela é um ator responsável pelo estado de “auto-carregar” e encontra a palavra confortável, na qual desejamos permanecer, carregar a bateria, por um tempo. Ainda que a mente grite “compromissos!” e a consciência desperte “precisa sair daí”, seu corpo e seu coração não querem. Querer não é poder, a preguiça sabe que não pode e deixa a obrigação tomar conta e ser cumprida. Ela não veio para prejudicar. Já a inércia faz ficar onde está, seja bom ou não. E quando o racional grita e os “tem de” da vida aparecem não há reclamação, muito menos ação. Há somente o profundo poço da queda dentro de si, sem se quer sair do lugar. E quanto mais reina a inércia, mais a cor do redor se apaga, o tempo passa, a bateria só se esvazia e ela se alonga… Por isso, vivas ao privilégio de poder se deixar levar e embalar em um bom dia de conforto e preguiça, sem espaços para a inércia.
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