Meu

Nada mais nosso que o nosso momento. E quando é meu, tão meu, não cabe mais ninguém. Calo, penso, isolo, entro. Não há como externar, não há o que compartilhar. Requer silêncio. Por isso, rotina muda, padrão foge. O “precisa” vira apenas o necessário para atender esse recôndito do eu. Eu peço atenção total. Meus olhos se voltam para meu mundo. É tão egoísta esse Eu, só pensa em mim. E não poderia ser diferente. Ele é frágil! Porém, forte o suficiente para cuidar e zelar por aquele a que pertence. 

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