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EXPECTATIVA X REALIDADE

A gente vive em busca de ideais criados a partir das ideias formadas antes mesmo das vivências. A gente ouve falar que tal coisa é boa, a partir da experiência que fulano viveu, ou assiste uma cena sobre tal situação e ama a partir desse recorte, vê várias vezes uma foto de uma tendência e anota aquilo na nossa lista de desejos. Ou seja, a gente constrói sonhos e conceitos a partir do retrato raso e deseja viver o brilho reluzindo ali, sem percorrer a estrada que leva até lá. Não só “nem tudo que reluz é ouro”. Às vezes o prêmio não compensa a jornada. O pote está no fim do arco-íris, tem um caminho inteiro pra ser vivido até o momento final. De tanto desejar aquilo que se vê e não ver aquilo que se vive, muitas vezes nos frustramos ao chegar no pote do arco-íris. Seja porque o percurso não valeu a pena, ou porque o conteúdo do pote não era o que parecia ser. Foi bom pra fulano, mas não foi pra você. E nessa de construir estereótipos, idealizar coisas, situações, pessoas, a frustração ...

Adeus ano velho

Agora sim 2021 começou. Os primeiros dias foram de feriado prolongado e agora à vera começa o ano útil. Ao contrário do que gostaríamos, ainda com muitas restrições, sem saber quando voltarão as aulas e na expectativa pelo início da vacinação. Nessa primeira semana de expectativa pude refletir sobre a despedida de 2020 e pensei nele em uma perspectiva mais analítica e até mais positiva. Entre as coisas que aprendi com essa sacudida involuntária nas nossas vidas foi que quem tem que ir embora vai, mesmo que não tenha motivo pra isso. Quando você vê, do nada, um amigo virou conhecido e alguém presente é agora parte de uma memória feliz. Contudo, quem é pra estar com você estará até quando não há motivos para tal, quando as circunstâncias são ideias para afastar, mas só aproximam. O que 2020 afastou 2021 irá reunir? Não sei, se for para ser, voltará naturalmente, mas se não voltar aprendi também que só sentimos a ausência daquilo que nos é essencial à existência. 

2020

  Últimos dias do ano e estamos todos, ou a maioria de nós, envoltos numa capa de bons sentimentos, típicos do período festivo de natal e virada de ano. Só que esse ano... Que ano! Vamos deixar o clichê que só dura uma semana de lado e refletir à vera, sem capas. 2020 não existiu. O ano começou e terminou, aconteceu tão bruscamente que a gente nem teve como se recuperar do baque angustiante que ele foi. Não é à toa que existe hoje uma pandemia de depressão. E não é só pelo isolamento social, até porque muita gente não fez de verdade. De alguma forma todo mundo passou mal nesse ano, só variou a intensidade. Como diz o bordão “até quem não tá mal, não tá bem!”. E é por isso que de 2020 teremos uma forte memória coletiva. O ano que não foi. E a memória coletiva para por aí! Por que tivemos, em meio ao caos, uma oportunidade incrível de sermos melhores. Mas, nada mudou. Sabe porquê? Porque somos ruins? Não! Por que estamos doentes! Viemos adoecidos de séculos de padrões, estigmas, rótu...

PEDRO

Quero tanto te ver Pedrinho Teu sorriso arregalado Destrambelhado  Igual de bebezinho O mundo tá uma confusão  Mas se preocupa agora não  Você ainda tem tanto chão  Você já sabe a história do dono do seu nome? Depois você procura saber, mas uma coisa é fato bebê!  Sua chegada já opera milagres  E que assim seja, como uma rede De pescador, como era o Pedro da Bíblia, Que sua rede, sua presença, sejam sempre oferta de Paz, amor e Harmonia

PALAVRA

Tem gente que tem e tem gente que não tem. Aliás, tem gente que apenas solta palavras ao vento e nunca consegue segura-las sequer diante de uma leve brisa. E tem gente que entende e pratica a palavra enquanto verbo... E verbo é ação! Ação é praticar aquilo que é dito, praticar a palavra! Deveria ser a regra, mas, infelizmente, é uma seleta excessão. Pouca gente em tempos modernos está disposta a pagar pelo valor do verbo! Muita gente está pronta para desfrutar do conforto da brisa, que leva com ela palavras e promessas.

O MILAGRE QUE HABITA EM MIM

É um milagre diário acordarmos e termos forças para recomeçar naquele dia, tentar mais uma vez, encarar de frente a vida. É um milagre diário saber enxergar as oportunidades nas adversidades. É um milagre diário saber agradecer pelo que nos é proporcionado. É um milagre diário reconhecer tudo de bom que acontece à nossa volta. É um milagre diário saber lidar com cada situação. É um milagre diário não desistir no meio do caminho, não entregar os pontos. Seguir com fé, mesmo vendo tudo desmoronando. É um milagre diário encontrar felicidade nas coisas mais simples. O nome desse milagre é Deus. Esse é o milagre que habita em mim e sim, esse milagre também habita em você. 

TBT

Throw Back, volte! Para os bons sentimentos e a maravilhosa sensação de momentos simples de conversas e risadas com quem amamos, na liberdade de fazer isso onde a gente quisesse. Reconforte-se nas lembranças. Está quase chegando o momento de fazermos tudo isso de novo. A pandemia ainda não acabou. Não estamos isolados totalmente como antes, quem aguentaria, né verdade?! Mas, isso não significa tirar as máscaras, esquecer os cuidados mais importantes, como lavar as mãos, usar o álcool, limpar as superfícies onde tocamos. Não ficar perto das pessoas em locais públicos. É tão duro. Mas, é ainda mais duro ver vulneráveis sucumbirem ao Corona. E vulneráveis são todos aqueles que, sem nem saber, sem nem esperar e achando que não vão ter nada, podem agravar e ter maus momentos, sequelas ou até ir embora. Por isso, segura a onda. Use a máscara, limpe as mãos. Não aglomere, a vida normal só vai voltar quando já não houver risco para tantos. E esse dia está cada vez mais perto.