2020
Últimos dias do ano e estamos todos, ou a maioria de nós, envoltos numa capa de bons sentimentos, típicos do período festivo de natal e virada de ano. Só que esse ano... Que ano! Vamos deixar o clichê que só dura uma semana de lado e refletir à vera, sem capas. 2020 não existiu. O ano começou e terminou, aconteceu tão bruscamente que a gente nem teve como se recuperar do baque angustiante que ele foi. Não é à toa que existe hoje uma pandemia de depressão. E não é só pelo isolamento social, até porque muita gente não fez de verdade. De alguma forma todo mundo passou mal nesse ano, só variou a intensidade. Como diz o bordão “até quem não tá mal, não tá bem!”. E é por isso que de 2020 teremos uma forte memória coletiva. O ano que não foi. E a memória coletiva para por aí! Por que tivemos, em meio ao caos, uma oportunidade incrível de sermos melhores. Mas, nada mudou. Sabe porquê? Porque somos ruins? Não! Por que estamos doentes! Viemos adoecidos de séculos de padrões, estigmas, rótu...